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Suicídio na Infância - Precisamos falar sobre isso

Muitos se perguntam como isso pode acontecer?

Muitos se perguntam por que?

Porque adolescentes, quase crianças ainda, podem pensar em interromper toda uma vida pela frente?


Para nós, adultos parece quase impossível, incompreensível mesmo, que pessoas jovens no início da vida possam planejar e executar um ato tão definitivo. Isso é assustador para qualquer um, que dirá para pais, familiares e o próprio jovem que passa por essa experiência tão marcante.


Tal grau de sofrimento o deixou sem encontrar uma saída.

Por obra do, vamos chamar, “acaso” muitos e muitos jovens não levam o ato até o seu final ou também por “acaso” são surpreendidos por algum anjo da guarda de plantão que impede que o feito se realize.


Alguns outros ainda, mesmo após várias tentativas, conseguem evitar que o mal maior se instale.


O assunto pede uma reflexão cuidadosa.


Vamos falar sobre as causas, muitas vezes inconscientes, que pedem por uma escuta. A adolescência é um momento de muitas mudanças, todos sabemos, já passamos por isso. Até parece que esquecemos o quanto nos sentimos incompreendidos, sozinhos, abandonados à própria sorte, sem poder contar com ninguém para dividir toda a angústia e sofrimento de crescer. Deixar de ser criança e se preparar para a vida adulta. Isso não é pouca coisa! Dói!


O jovem se expõe a muitos perigos porque sob o efeito de toda essa turbulência hormonal e psíquica, diante desse turbilhão de emoções e intensidade de sentimentos a impulsividade fala mais alto. A tentativa de barrar essa vivência exacerbada pode levar a uma “passagem ao ato”, à realização daquilo que mais se teme.



Um espaço de escuta se faz necessário na família, na escola, com os amigos e muitas vezes na terapia/análise.


Poder compartilhar e colocar palavras para dizer de todo esse sofrimento pode fazer com que esse período seja vivido de maneira mais natural, onde os jovens encontrem razões que indiquem que ele possa superar o momento e permanecer vivo, para experimentar o que o futuro lhe reserva.


Precisamos falar sobre isso!

Maria Cristina Dalia

Psicanalista/Psicóloga

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