"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana."

Carl Jung

Salete Cristina Lopes

Currículo:

Psicóloga pela Universidade Católica de Santos (2002).

Licenciatura em História pela FUPAC/MG (1993).

Especialista em Psicoterapia Junguiana pelo IJEP-FACIS -São Paulo

Formação em Psicoterapia Breve de Orientação Junguiana pelo Instituto Pieron - São Paulo

Capacitação em Emergência e Desastres - CRP/Defesa Civil.

Capacitação em Psicossomática.

Experiência Profissional: Psicoterapia individual e em grupo;  Doentes crônicos e familiares; Pacientes psiquiátricos; Psicodiagnóstico; AIDS pediátrica;  Autismo de alto rendimento;  Ambulatório de saúde coletiva 

Público: infantil, adulto e adolescente.

Psicoterapia Juanguiana

O que é?

A Psicoterapia Junguiana ou terapia na abordagem junguiana, tem como base as ideias do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, e pós junguianos, e seu objetivo é que a pessoa entre em contato com quem realmente é, resgatando sua essência. É também conhecida como Psicologia Profunda, Psicologia Complexa, e busca, através da terapia, buscar um equilíbrio entre o mundo externo e o interno, ou seja, tornar claros aspectos inconscientes e integrá-los à consciência.

 

Para isso, são utilizadas técnicas que exploram o universo simbólico, como a análise de sonhos e o uso de técnicas expressivas. Dessa forma, se estabelece um diálogo entre o consciente e o inconsciente, o que torna possível a transformação e uma ampliação do olhar em relação a si mesmo e ao mundo. Ou seja: um entendimento mais amplo em relação ao que nos leva a determinadas atitudes, sentimentos e emoções e as dinâmicas inconscientes que estão por trás deles, para que possamos transformar a nossa maneira de nos relacionarmos com nós mesmos e com o mundo.

O que vai sugerir um quadro de depressão é a duração, a frequência e a intensidade com que os sintomas se apresentam. A perda de alguém próximo e querido pode levar a um sentimento de profunda tristeza, podendo se estender entre 6 a 12 meses, sem que isso se caracterize como doença. Além desse tempo, no entanto, é necessário um olhar mais atento, pois podemos estar diante de um quadro de depressão. A criança apresenta dificuldades em expressar o que está sentindo, pela própria idade precoce, não sabendo, assim, nomear as próprias emoções.  Muitas vezes, até somatizando, ou seja, transformando em sintomas físicos aquele incômodo emocional.

Alguns sinais podem ser indicadores de um quadro depressivo e, quando percebidos, é importante a procura de ajuda profissional para confirmar o diagnóstico e iniciar um tratamento.

  • Irritabilidade, muitas vezes confundida com malcriação;

  • Quadros de tristeza que se prolongam excessivamente ou são desproporcionais à situação que os gerou;

  •  Desânimo persistente e dificuldades ou desmotivação em relação a atividades das quais gostavam antes;

  • Alterações no sono (dificuldade para dormir ou sono excessivo)  do apetite (aumento ou diminuição), ideias muito tristes ou pessimistas;

  •  Dificuldades de concentração com queda no rendimento escolar;

  • Ideias de culpa ou de menos valia (desvalorização de si mesmo);

  •  Diminuição da atividade psicomotora

O que fazer?

Um olhar atento, conversar com a criança e busca de ajuda profissional são os primeiros passos na identificação e tratamento da depressão infantil. Na maioria das vezes, o apoio da família e psicoterapia são suficientes para a regressão do quadro.

Depressão Infantil

Considerada a segunda maior causa de afastamento do trabalho entre adultos, conforme a OMS, também é a principal causa de incapacidade de realização de tarefas do dia a dia entre jovens de 10 a 19 anos.

Sintomas

Primeiro, precisamos diferenciar depressão de tristeza. Todos nós, da infância até a maturidade, vivenciamos a tristeza em diversos graus e essa vivência, ou pelo menos a possibilidade de, faz com que aprendamos a lidar com situações de luto, separação dos pais, fracasso escolar ou profissional e perdas, de uma forma geral. Portanto, a tristeza não é uma doença, mas um sentimento natural diante de uma perda. A duração desse estado, no entanto, pode indicar um problema...

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Chegar a esse diagnóstico, geralmente, não é uma coisa simples, até porque se trata de um diagnóstico de exclusão, ou seja, o médico que está acompanhando seu caso, primeiro investiga e descarta todas as possíveis causas físicas, antes de considerar que é uma doença de origem emocional.

 

Ainda que não haja uma causa determinante, existem alguns fatores que contribuem para o seu surgimento (além de herança genética e de traços de personalidade.) São eles:

· Questões profissionais, seja sobrecarga de trabalho ou desemprego; insatisfação com a profissão

· Traumas e eventos marcantes, como conflitos familiares, por exemplo.

· Violência sexual, física ou psicológica (bullying, relacionamentos abusivos)

· Sofrimento psicológico de qualquer tipo, associado a uma dificuldade de falar sobre o assunto

· Solidão

 

Se você recebeu esse diagnóstico, é importante seguir as prescrições médicas e procurar ajuda psicológica. O tratamento, na maioria das vezes, é feito com medicamentos, que são prescritos pelo médico para aliviar os sintomas, e com psicoterapia, já que é preciso cuidar da causa emocional que desencadeou ou agravou a doença.

 

A prevenção de doenças psicossomáticas envolve tudo aquilo que possa nos ajudar a lidar com os problemas de ordem emocional, seja através de psicoterapia ou de alternativas naturais, como meditação, por exemplo. A prática regular de atividades físicas, aliada a uma alimentação saudável, também é muito importante para a promoção e manutenção do nosso bem estar físico e controle emocional.

Doenças Psicossomáticas

O que significa?

 

É provável que em algum momento de sua vida tenha ouvido a frase “você não tem nada, é psicossomático”, ou “você não tem nada, está somatizando”, dita para você ou para alguém que estava próximo, não é mesmo?

 

Mas, afinal, é possível que isso realmente aconteça?!

Primeiro, vamos entender a diferença entre doença psicossomática e somatização:

Na somatização, a pessoa descreve sintomas físicos, mas não há nenhuma doença física detectável – a causa é emocional. Um exemplo de somatização seria o que ocorre em pessoas com quadro de Síndrome do Pânico, em que, apesar de terem a sensação de taquicardia, enjoo, dor no peito, falta de ar – após a realização de exames, não se constata nenhuma evidência física de qualquer doença.

Já a doença psicossomática é uma doença, que, realmente, existe, mas é causada por desordens emocionais, por um sofrimento psicológico.

 

Psicossomática é um termo que vem da junção de duas palavras de origem grega - psique, que significa alma (entendida aqui como mente), e soma, que significa corpo. Assim a Psicossomática cuida da relação entre a mente e o corpo, a fim de compreender qual o significado de uma doença em nossa vida.

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Imaginemos, agora, que já se passou muito tempo nesse estado de tensão, o organismo, exausto, não consegue mais "lutar", o sistema imunológico enfraquece ainda mais, a ansiedade atinge níveis elevadíssimos, a produtividade cai drasticamente e se torna difícil realizar coisas do dia-a-dia e, até mesmo, rir de uma piada.

Como podemos evitar chegar a esse ponto? O nosso organismo pode ser comparado a um carro. Quando percebemos o som estranho do motor, trepidações, aumento do consumo de combustível, etc., sabemos que há algum problema. O correto, então, seria parar, fazer uma revisão, descobrir o que está gerando o problema e qual a maneira de eliminá-lo. Se insistirmos, porém, em continuar andando com o carro nessas condições e forçá-lo a dar o máximo, haverá um momento em que ele vai pifar de vez.

Conosco não é diferente: apreensão, desânimo, irritação excessiva, variações grandes de humor, insônia, diminuição da libido por tempo prolongado indicam que há algo errado com o nosso “carro”.

Algumas dicas para controlar o stress:

  • Quanto mais independente e dona de seu destino é uma pessoa, menos estará sujeita a tensões e ao stress. Então, ainda que o momento atual gere incertezas, tente recuperar o controle sobre sua própria vida.

  • Pratique atividades físicas, respeitando seu estilo. Descubra em qual modalidade você se sente bem. O importante não é qual exercício você irá praticar, mas que pratique algum.

  • Tenha uma alimentação saudável: evite excessos, evite a falta, e procure comer, ao longo do dia, alimentos saudáveis

  • Descanse: para ter uma vida saudável, o descanso é tão importante quanto a alimentação

  • Desfrute da companhia das pessoas de quem você gosta. Nesta época em que o contato social, para preservar a todos nós, está limitado, tenha esse contato por meios virtuais. Procure estar “próximo” de pessoas que tenham interesses semelhantes aos seus; troque ideias; bata um papo descompromissado.

  • Cuide de seu lado espiritual, independente de sua religião

  • Tenha atividades de lazer, mas é importante que elas sejam compatíveis com a sua personalidade. Isso pode parecer um tanto difícil durante o período de confinamento social?! Experimente relembrar jogos ou brincadeiras que divertiram você em sua infância e adolescência: jogos de tabuleiro, de adivinhação, dança, assistir filmes, ouvir música. Quando a rotina for se restabelecendo, procure, também, lazer ao ar livre.

  • Viva o momento presente: é somente nele que você pode atuar, mudar, descobrir um sentido novo para a sua vida.

  • Aprenda coisas novas: dança, pintura, marcenaria, elétrica, um novo idioma...

  • Acima de tudo, respeite você mesmo: suas necessidades, seus desejos, seus sentimentos, seu corpo.

Stress, cuidado!

Stress, em sua origem, significa, “ser puxado para um outro lado, esticado”. Ansiedade, por sua vez, refere-se à inquietação ou preocupação prolongadas. Vivemos um tempo de incertezas e de excessos: de informações, de cobranças (ou autocobranças...), de prazos a serem cumpridos ou desempenhos a serem alcançados - mesmo estando trabalhando em casa...Sobrecarregados pelas cobranças (do trabalho, da família, de si mesmo),e por responsabilidades, os homens, as mulheres e, por incrível que pareça, até as crianças podem vir a apresentar quadros de stress em um nível negativo.

 

O stress e a ansiedade, em doses pequenas, são necessários e, até, importantes. O stress desencadeia um estado de atenção e prepara o nosso organismo para enfrentar algum risco ou desafio; a ansiedade, por sua vez, nos avisa a respeito de alguma falta, carência ou mal estar ainda não bem definido, mas que precisa ser olhado, identificado para que se descubra a causa - da mesma forma que uma febre indica que algo no corpo não vai bem e precisa de cuidados para que não piore. Quando o stress e a ansiedade, entretanto, atingem um nível muito elevado, podem levar ao adoecimento.

 

Como isso acontece? Imaginemos que você é um homem das cavernas e percebe uma fera se aproximando. Pois bem, imediatamente ocorrem algumas reações em seu organismo, tais como tensão muscular, aumento dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea, entre outros, o que prepara você para fugir, atacar, subir em uma árvore, em resumo, fazer qualquer coisa para que você não morra engolido pela fera! Ou seja: você se prepara para a ação - a esse conjunto de reações chamamos stress. Passado o momento de perigo, o organismo relaxa e volta ao normal.

 

Hoje em dia, enfrentamos outros tipos de “feras”, mas o nosso organismo reage da mesma forma quando surge a necessidade de nos adaptarmos a um acontecimento importante. Nessa dose o stress é saudável, esperado e não gera nenhum tipo de problema. Vamos imaginar, entretanto, que, por exemplo, o ritmo de trabalho aumentou e a pressão pelo cumprimento de tarefas e prazos ficou ainda maior, não sobrando tempo para que o organismo saia do estado de stress e volte ao seu funcionamento normal. Nesse caso, o stress já não é mais positivo e pode enfraquecer o sistema imunológico.

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