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BULLYING

 

Sobre a definição do termo, todos já sabem o que é. Foi exaustivamente explicado o seu significado pela mídia, revistas e jornais. E agora iniciaram as aulas do segundo semestre e a ameaça do fenômeno.

 

Mas porque será que vem aumentando tanto a ocorrência deste comportamento? Será que há algum tempo atrás, o acesso às notícias era mais difícil? Ou a ocorrência do fato não era registrada?

 

Mas, de qualquer forma, a crueldade com que esse evento vem ocorrendo surpreende-nos cada vez mais...o que faz uma pessoa - seja a faixa etária que for, ou qualquer ocupação que tiver – colocar o seu próximo em um lugar de tanto sofrimento e exposição? Qual o sentido disso, se pensarmos na evolução da humanidade?

 

Penso que está havendo uma desumanização das pessoas. Observamos aturdidos, através das notícias, a que ponto consegue chegar uma pessoa ou um grupo de pessoas, para destruir o outro, seja fisicamente, seja moralmente.

 

É como se existisse um mundo interno pessoal e/ou coletivo tão destrutivo, que acaba sendo projetado no nosso mundo externo. Olhem os filmes que assistimos na TV, os vídeos games que nossas crianças jogam, as músicas tocadas nas rádios....o ser humano perdeu seu coração, perdeu sua alma, ficou “desalmado”.... e está “desalmando” o mundo.... seja o mundo mais próximo ou o mais distante de si...

 

Mas e a vítima ou vítimas disso tudo? Temos que olhar para isso também... se existe um destruidor, existe o destruído que permite de alguma forma... é sempre uma relação de complementariedade. O que faz com que a “vítima” permita o evento?  Qual é o seu ganho?

 

Você pode não concordar com isso, mas pense: essa relação existe porque AMBOS são coniventes; é o dependente e o co-dependente, é o sádico e aquele que permite sofrer... pode-se fazer ou não parte dessa “relação doentia”. Mas fica claro que ambos têm seus ganhos para permanecer nisso.

 

E podemos olhar para isso, pensando também no bode expiatório. É conveniente a presença do bode expiatório nas relações afetivas, familiares e profissionais. De uma parte há aquele que, de uma forma inconsciente, projeta em alguém seus conflitos internos mal resolvidos, tentando, de alguma forma aliviá-los.

 

Fica eleito, então, aquele que é o portador da “doença” de determinado grupo. E isso fica evidente onde há um desequilíbrio de poder das pessoas envolvidas.

 

Acredito que, esse fenômeno poderia deixar de fazer parte de nossas vidas, se houvesse um trabalho em cima de cada pessoa, tornando conhecido o seu mundo interno, ou seja, o processo de auto conhecimento que levaria o ser humano a uma maior conscientização, ao resgate de sua alma e , consequentemente, a um olhar amoroso em relação ao seu próximo.


Maria Tereza Giordan Góes
                                      Psicóloga                                  
                                                                                    CRP 06/19135                                                                            



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