É em função das nossas relações afetivas que sempre pensamos e agimos e, a partir daí, fazemos nossas mudanças, no decorrer da existência.
A possibilidade de modificar uma determinada situação (com certeza insatisfatória) e estabelecer uma nova (satisfatória) implica em criar, ou seja, produzir o novo, a partir do que já existe ou produzir algo que nos pareça completamente diferente da situação anterior. A criatividade é indissociável da espontaneidade, pois esta desperta a criatividade que, por sua vez, responde à espontaneidade.
Desempenhamos, desde o nascimento, diversos papéis, oriundos a princípio no grupo familiar; aprendemos, por meio de normas que nos foram transmitidas; porém, o aprendizado vai sendo realizado em cada um, de modo diferente, porque as regras serão criativamente integradas, de acordo com cada vivência emocional, dentro de determinada cultura.
Somos seres únicos, encerramos em nós um universo próprio. Somos capazes, através de algum esforço, colocarmos a espontaneidade a serviço do nosso próprio bem estar e o daqueles com quem nos relacionamos. Associar o fator E (espontaneidade) à "adequação" parece à primeira vista, contraditório; porém, esse ajustamento estará contribuindo para a manutenção do já estabelecido (grupos sociais, instituições, escolas, empregos...). Todavia há que se ressaltar a importância primordial que é a adequação ou ajustamento do ser humano a si mesmo. Nesse sentido, ser espontâneo significará: ser presente nas situações configuradas pelas relações afetivas e sociais, analisando-as e, se insatisfatórias, tentar transformá-las para si mesmo e para o grupo social a que pertence.
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